Radiografias na Gravidez: Mitos e Verdades

Muitos pacientes e profissionais da área da saúde ficam preocupados com procedimentos médicos ou odontológicos em gestantes. Existe uma preocupação especial em relação à tomada de radiografias, devido ao perigo potencial da radiação ao feto. Uma primeira consideração a ser feita é que a dose de radiação contida em uma tomada de radiografia periapical, que é a mais rotineira na prática odontológica, é muito pequena, em torno de 0,01 milirad (1000 rad = 1 rad), e mesmo as técnicas extrabucais possuem doses ínfimas de radiação, sendo menores que a radiação ambiental, como a cósmica, a do solo e a dos raios ultravioleta. Em geral, não ultrapassam 5 rads (unidade de radiação absorvida). Como comparação, uma radiografia de tórax expõe o feto a 60 milirad. Foi comprovado que, para haver dano ao feto, são necessários mais que 10 rads, portanto não há motivo para preocupação quanto à possibilidade de dano ao feto em relação a radiografias orais. De qualquer forma, existem técnicas para minimizar a exposição, como aventais de chumbo, filmes ultra-rápidos e aparelhos calibrados. A segunda consideração é que, de uma forma geral, o cirurgião-dentista só irá solicitar/realizar exames radiográficos quando houver real necessidade. Ou seja, este exame será imprescindível para o direcionamento do tratamento do paciente, de forma que o benefício do exame para a saúde do paciente ultrapassa essa exposição. Isto vale para a gestante, contudo é preciso cautela ao solicitar radiografias, respeitando sempre as indicações.